• Saturday, April 23, 2022

     

    No dia anterior tivera sua última noite na casa da loira. As despedidas foram feitas, a moça lhe deu algumas coisas para levar como lembrança de sua presença nesse tão importante primeiro passo na vida do rapaz. Então, a caminho da saída norte de Santalune, o jovem revisava pela última vez seus planos antes de se encontrar com a pessoa com quem havia combinado de fazer parte do trajeto.

    Ei, Xavier! Aqui! – uma voz alta e aguda grita para ele.

    De perto dos antigos postes de luz que ficavam em frente ao portal que levava para fora do munícipio, Clis, a jovem garota dos cabelos azuis e sorriso contagiante, vinha correndo em direção ao referido. Assim que chegou a distância de um braço, ela botou as mãos atrás do corpo e, inclinando-se um pouco, com um ar meio brincalhão, disse:

    E então, pronto para nossa pequena aventura a dois? – sorrindo como um gato.

    Num suspiro meio exasperado, o rapaz, num movimento rápido, reforça sua pega na bolsa que levava consigo e se põe a andar, passos lentos, rumo a saída.

    O fraseamento, Clis... O fraseamento... – disse, deixando a menor para trás e fazendo com que ela tivesse que dar uma pequena acelerada para logo acompanhá-lo lado a lado.

    Pouco tempo depois, já estavam do lado de fora do portão, onde uma estrada se estendia desde ali. Dos lados desta, campos de flores meticulosamente cuidados, e algo que pareciam arbustos bem podados de maneira quase labiríntica. Ao menos era o que os vários arbustos de copas "quadradas" que se conectavam e desconectavam numa desordem organizada pareciam aos olhos dos dois que acabaram de parar ali.

    Ambos procuravam prosseguir sem parar muito para observar, mas a figura de uma mulher nos seus vinte e poucos anos vindo em sua direção lhes fez parar. Com cabelos castanhos relativamente organizados, mas com alguns tufos em posições estranhas ( seria algum tipo de penteado moderno? ), ela usava uma blusa preta e vermelha com colarinho e mangas brancas. Calça cinza, botas de couro e uma estranha pochete acoplada a um grande cinto marrom. Xavier suspira com pesar, para confusão de Clis, pois sabia o que vinha por aí.

    Ei, você não é aquele ex-aluno da Viola? Eu fiquei sabendo que você venceu o ginásio dela! Poxa, como você cresceu! – falava rápida como uma metralhadora. – Tá, admito, na verdade eu estava te esperando mesmo, Xavier! – sem dar tempo de eles sequer responderem. – Assim que eu fiquei sabendo que você estava na cidade eu vim correndo armar uma emboscada! Você é bonitinho, tem um histórico bacana e venceu o ginásio na primeira tentativa, e isso te faz um ótimo material para notícias! Ah, mas antes vamos botar algum papo em dia. E as namoradinhas, Xavi? Fiquei sabendo que você estava acompanhado no dia em que foi ao ginásio, mas não era de nenhuma bruxa velha não né? Cuidado com mulheres mais velhas, elas só querem se aproveitar de você tá? Ah, mas se for eu tá tudo bem, até porque você é tão fofinhooo! – nesse momento parece se lembrar da presença de Clis, pois logo se vira para esta. – Ah, então é você a danadinha que está acompanhando esse meninão? Você é uma gra-ci-nha! Que cabelo exótico e que rostinho lindo! Você é um charme, qual seu nome? Ah, não importa! Cuida bem do Xavi, tá? Ele é tímido, mas com um pouco de carinho e treinamento ele com certeza é material de casamento! – e faz uma pose acompanhada de uma piscadinha, como se isso ajudasse a dar poder de convencimento ao seu argumento.

    Clis estava em choque.

    Errrrr... Moça, minha relação com ele não é essa, na verdade eu conheço ele mal faz três dias! Na verdade, quem raios é você?! Alguém me explica o que está acontecendo aqui?! – Clis, quebrada.

    Ah, mas tempo pra se conhecer vocês vão ter no resto de suas vidas! Não precisa ficar acanhada em falar comigo! – a mulher prontamente responde, parecendo ignorar a última parte da fala da garota.

    Novamente, o rapaz que ali estava suspira desanimado.

    Essa, Clis, é Alexa, um monstro da curiosidade e da importunação. – disse enquanto apontava, cabisbaixo, os braços na direção da mais velha. – Se eu não te conhecesse bem, Alexa, eu teria chamado a polícia, e eu não estou brincando. – agora de braços cruzados, com a voz e pose mais admoestante que conseguiu.

    Ora, não seja assim! Seu chato, é por isso que nunca teve muitos amigos. – semicerrando os olhos e fazendo bico. – Eu vim aqui especialmente te ver! Não vai nem sequer me dar um abraço?

    O rapaz, num ar de " fazer o quê, né? ", envolve a mais velha num abraço amigável, enquanto Clis tentava processar a sequência de eventos que presenciava ali.

    Mas então, Alexa. – já separado. – Você não pode ter vindo apenas para me entrevistar, normalmente você não tem tanto tempo assim. Qual que é o real motivo disso tudo? – questionou.

    A mulher então corrige sua postura e assume um semblante um pouco mais sério.

    A parte da entrevista não é só uma desculpa, mas realmente é só um bônus. – começou. – Acontece que eu estava passando pela cidade e fiquei sabendo que você havia saído em jornada. É costume em muitos lugares amigos e parentes darem presentes para o treinador que decide partir, e eu gostaria de te dar um por causa disso. – falou, retirando da pochete um objeto retangular azul e amarelo, que parecia poder ser aberto.

    Clis, que a esse ponto já estava melhor, parece reparar algo.

    Um Town Map! – exclama. – Parece ser um modelo recente... Pelo que ouvi os mais modernos atualizam suas informações em tempo real quando em locais que permitem o acesso a rede, enquanto que em locais onde o acesso é limitado ou nulo é possível, caso você saiba o nome do local, acessar o mais recente layout baixado pelo sistema da locação. Por causa do armazenamento ser grande, mesmo os mapas baixados são extremamente detalhados. – descreveu numa tacada só, quase sem parar para respirar.

    Alexa sorri de orelha a orelha, e com a mão na cintura, fala, orgulhosa:

    A garota sabe do que tá falando! Esse modelo é o mais recente produzido na região, mal chegou ao mercado! Eu consegui ele diretamente da fabricante, graças a uma matéria bem sucedida sobre os produtos da empresa. Quando fui decidir o presente que te daria, me lembrei disso e conclui que seria o presente perfeito pra alguém em jornada.

    Estou sem palavras, Alexa. Realmente eu não esperava algo assim... É algo que provavelmente eu usarei muito. Obrigado, de verdade. – Xavier falou, meio espantado, um pouco acanhado.

    Não há de quê. Você sabe que isso não é nada, Xavi. – respondeu. – E então? Vamos a entrevista?

    Xavier e Alexa então fizeram um bate e volta de perguntas e respostas quanto a jornada do primeiro, enquanto Clis procurava se distrair com os pokémons nativos que apareciam por entre as flores vez ou outra, visto que boa parte deles eram uma novidade para ela. Não tarda muito e a entrevista acaba. Se despedindo da mais velha, os dois mais jovens voltam a seguir viajem e prosseguem seu caminho cercados pelos campos floridos de ambos os lados da estrada.

    Então... Meio maluca ela né? – Clis começou.

    Meio? Completamente você quer dizer, né? – Xavier replica com uma gargalhada nervosa.

    E assim começaram as conversas que se seguiriam por mais algumas horas pelo percurso. Em dado momento, chegaram a uma grande fonte com uma "estátua" de um ser intrigante no meio e outras duas de criaturas também estranhas nos extremos leste e oeste da fonte. Nas pontas, se tinha algo cabeçudo, com grandes olhos e boca tubular ( que aqui tinha função de cuspir água ) e três barbatanas com formato de espinho nas laterais do rosto. No corpo pequeno uma divisão entre a barriga e o dorso, que ostentava uma única barbatana. Para finalizar, um "rabo" se encontrava enrolado até o nível do fim da barriga. Já o ser representado na parte central da fonte, algo como uma concha bivalve aberta com um objeto arredondado em seu centro, segurado por algo similar a uma " almofada com seis apêndices ". A água que era jogada pelas estátuas na lateral caia de forma " cruzada " nos espaços vazios da concha, que transbordava então para o reservatório, causando um efeito bonito de se observar.

    Por motivos óbvios, aquele local era perfeito para dar uma pausa no trajeto para descansar. Xavier e Clis então se aproximam da fonte, e se sentam a beira dela. Ambos pegam então suas bolsas e retiram delas algumas coisas, como garrafas de água e o que pareciam ser alimentos.

    O que você tem aí? – perguntou Clis olhando o embrulho na mão do rapaz.

    Um sanduíche, e você?

    A mesma coisa. É de quê? O meu é de Magikarp e maionese.

    Queijo e resto de carne da janta. Quer um pedaço?

    Pode ser.

    E então assim que ele desembrulhou sua refeição ele estica a estica para ela , e a garota dá uma mordida. O rapaz dá de ombros e prossegue então para comer também.

    Não tem uma parada em Johto que morder algo que outra pessoa mordeu é como se fosse dar um beijo? – Xavier pergunta após pensar um pouco, depois de já ter comido meio sanduíche.

    Tem, mas não é como se isso tivesse alguma importância né? Eu sei que eu não ligo, e acho que você também não. – responde ela enquanto alternando entre seu próprio sanduíche e uma garrafa d'água.

    Bom ponto. – ele dá de ombros e segue comendo.

    Não tarda, e ambos terminam suas refeições. Agora apenas tomando água, o rapaz pergunta para a menina:

    Vai alimentar seus pokémon?

    Não, fiz isso quando acordei e devo fazer de novo assim que chegar na próxima cidade. Se andarmos rápido dá, não é? E você, não vai alimentar os seus? – questiona de volta.

    Não vou, fiz isso antes de sair também. E quanto a chegar na próxima cidade, isso seria Lumiose, e bem, realmente até o fim da tarde a gente deve estar lá, mesmo contando com alguns atrasos. – replicou, agora fechando a garrafa e guardando-a em sua mochila.

    A garota acenou com a cabeça em compreensão e, já com suas coisas em ordem, pega sua mochila e se levanta. O rapaz faz idem, e, após uma troca de olhares, ambos decidem seguir caminho.

    Andando rumo a norte, logo são cumprimentados por uma estrada parecida àquela pela qual caminharam no começo. Junto a isso vinha também, lógico, mais campos floridos e labirintos de arbustos no entorno. E assim, com esse cenário, mais algumas horas de caminhada vinham para ambos.

    Chegaram a uma bifurcação quando o sol já pendia mais para oeste, embora ainda alto no céu. O que dividia a estrada era um espaço arborizado, quase uma praça, não fosse pelo fato de ambos, ao menos dali, não conseguirem ver o fim dela. Ao se aproximarem, percebem um estande improvisado, colado ao que parecia ser uma cerca. Sem ninguém dentro, e com simplesmente um botão em cima de uma mesa, não havia como os dois saberem do que se tratava o lugar. Ou não haveria, caso não existisse convenientemente uma placa ao lado com algumas informações.

    Xavier, convenientemente, decide não ler o que está escrito, e fala com sua companheira que iria checar o mapa para saber do que se trata a bifurcação no caminho. Clis, por sua vez, lê a placa com curiosidade.

    " Participe do evento especial em comemoração do aniversário do jardim da rota 4! Ao apertar o botão, uma buzina soará e nossos jardineiros virão até você para lhe propor um desafio! Se você vencer, um prêmio será dado a você! "

    Em sequência, diversas letrinhas miúdas se espremiam dando mais detalhes da promoção. Para Clis, pouco importavam essas coisas menores. Movida pela curiosidade e pelo espírito competitivo, ela se aproxima do botão.

    Ei, Clis, parece que essa bifurcação é só uma praça mesmo. Uma praça muito, muito longa. Quem diria que o presente da Alexa seria útil tã- – Xavier começa a dizer, enquanto se vira para falar com a amiga, mas corta suas palavras ao ver que a mão dela já descia sobre o tal botão. Logo, uma buzina ecoa por todos os lados.

    Do meio das moitas, de diferentes direções, algumas coisas parecem acelerar por entre o verde, deixando folhas tremulando para trás. Logo, algo salta de cada um desses locais. Dando piruetas,, mortais, fazendo estrela e até, entre um e outro, andando de ponta cabeça, figuras que pareciam idosos se aproximavam de forma que cercavam os jovens por três direções distintas.

    Logo eles param em uma determinada distância, tornando possível ver a aparência deles com mais clareza. Descartando quaisquer distinções físicas que eles possam ter, estavam todos uniformizados com um macacão verde oliva e um avental verde folha, na face um óculos de proteção e na cabeça um chapéu de safari em cor idem ao macacão. Nos pés, galochas de cano médio-alto.

    Aquele que estava mais a frente dos jovens então se põe a falar.

    Foi um de vocês que tocou buzina? – começa. – Se sim, muito obrigado por participarem da promoção de aniversário do jardim! As regras são bem simples! Lute uma batalha contra nós três ao mesmo tempo e, se vencer, você leva um super prêmio! – falava com animação não condizente com a idade. – E então? Quem foi?

    Clis, acho melhor a gente falar que não fomos nós e-

    Moço, fui eu! – já falava a outra num tom alto, animado. Parecia gostar de eventos assim. – Podemos começar depressa?

    O senhor dá uma pequena gargalhada com a pressa dela, enquanto Xavier expressava em sua face que havia desistido da causa.

    Mas é claro! Vamos rapazes, cheguem cá pra gente começar. – disse o jardineiro.

    Arh... Eu tô indo ali pro canto da estrada, ok? – Xavier sussurra ao mesmo tempo para a garota, e se retira rapidamente.

    Então, logo, naquele espaço, se confrontando estavam três velhos e uma garota, todos com um brilho perigoso nos olhos. Todos ali presentes retiram então esferas de seja lá onde for que estivessem armazenando-as e liberam as criaturas que nelas estavam seladas.

    Do lado dos jardineiros, haviam três seres idênticos. Crustáceos longos, com uns sessenta centímetros de altura, com garras ovais e três chifres na cabeça, que tinha seu corpo dividido ao meio em partes vermelhas e partes creme.

     Enquanto isso, perto da Clis, uma criatura bípede e dracônica, de pouco mais de dois metros de altura do corpo alaranjado, exceto por uma área que pega da parte frontal do pescoço até a parte inferior da cauda, que era assim como em seu adversário da cor creme. O dragão tinha também asas em um tom de azul na parte interior. Com duas antenas e um pequeno chifre entre elas, ele até pareceria ameaçador se ele não tivesse uma cara boba. Com braços e pernas gordinhos e tendo três garras em suas respectivas mãos e pés.

    Xavier arregalou os olhos para o que aparecia ao lado da companheira de viagem, assim como os jardineiros. O rapaz sabia bem que aquela criatura se tratava de um Dragonite, um pokémon extremamente raro e poderoso.

    Com os lábios tremulando, um dos jardineiros fala:

    Amigos, apesar de estarmos contra algo assim, não devemos ter medo! A gente pode vencer!

    Sim, Sim! – os outros dois respondiam, tentando se animar.

    Um pouco mais calmos, um deles pigarreia.

    Bem, parece que você não vai mandar mais nenhum pokémon a campo, não é? – falou. – Pois bem, então já iremos começar a luta. Eu irei jogar uma moeda para o alto e, quando ela cair, a luta começa, ok?

    Ok! Por mim tudo bem! – a garota fala enquanto junta as mãos.

    O velho então faz como disse, e, tirando o objeto referido de um bolso, o atira para o alto. Todos estavam extremamente atentos com a moeda.

    Façam um cerco, rapazes! Corphish, use Vice Grip! – berra o líder dos jardineiros ao ver a moeda tocar o chão.

    Certo! – os outros respondem com prontidão, e ordenam seus pokémon.

    Harpuia, não desvie, apenas use Thunder Punch! – disse a Clis, praticamente ao mesmo tempo que tudo isso rolava.

    O confronto entre o gigante e o pigmeu logo aconteceu, mas não houve milagre algum. O Dragonite com surpreendente velocidade logo desferiu um soco com seu punho ( ? ) agora coberto de faíscas. Um forte baque pode ser ouvido acompanhado de algo parecido com uma pequena explosão. O primeiro crustáceo já havia sido arremessado para longe.

    Aproveitem a chance, Corphish's! Vice Grip pelos dois lados! – gritavam os jardineiros que ainda tinham pokémon em campo.

    Apenas continue como você fez, Harpuia. – Clis ordenou, sem perder o sorriso "inocente" que em seu rosto estava.

    Enquanto a batalha ocorria, Xavier assistia esse "massacre" quase de camarote ali no canto da estrada. Sentado, sua concentração estava toda na luta da amiga. Pensava consigo:

    " Eu venci um ginásio? Pareço promissor? E do que isso importa, quando se tem gente que nem ela andando por aí? É uma diferença quase igual a entre monstros e pessoas, são níveis completamente diferentes! Mas dá pra eu chegar nesse nível um dia... Não dá? "

    Logo, no entanto, percebe algo próximo a si e é retirado de suas reflexões. Ao virar-se para o lado, se encontrou olhando para um estranho ser que assistia a batalha, que logo percebeu algo de errado. O ser olhou para ele, e ele, para o ser, e ficaram se encarando, assim. Ou ao menos teriam ficado, se o rapaz não tivesse simplesmente tirado uma pokébola e encostado ela no ser, simplesmente o envolvendo em uma luz vermelha e o absorvendo para dentro. Em suas mãos, a bola mexeu uma, duas, e três vezes, antes de, com um clique e um brilho, parar de vez. Com um pequeno sorriso no rosto, o rapaz balança a cabeça positivamente e volta sua atenção para a luta, onde Clis estava, praticamente, terminando o massacre.

    Neste momento dois Corphish's já se encontravam no chão em diferentes partes do espaço, e apenas um continuava de pé, aproveitando do seu tamanho diminuto para, por pouco, desviar dos golpes do oponente ao praticamente colar neste e passar por debaixo de braços e pernas.

    Para de brincar, termina logo, ok? – fala a Clis para seu pokémon, que grunhi inconformado com a acusação.

    O Dragonite parece, no entanto, assumir uma nova postura na luta e, num piscar de olhos, já tinha seu punho eletrificado em contato com o oponente. Com o último crustáceo derrotado, a vitória, essa esmagadora, era de Clis.

    Os envolvidos então retornam seus respectivos parceiros para suas esferas. Era contrastante os jardineiros pedindo desculpas pros seus enquanto Clis sorridente dava um doce para o dela e o acariciava por ter feito mais um bom trabalho antes de lhes voltar para os objetos.

    Após um pouco de tempo, o suficiente pro calor da batalha desaparecer e qualquer sentimento aflorado se acalmar, os três mais velhos se aproximam de Clis, tal qual Xavier, que, vendo o fim da luta, ia devagar para o lado da colega.

    Bem, foi uma experiência bem... Diferente né? – suspira o mais falante dos idosos. – Pois então, você venceu o desafio, garota, e, logicamente, merece o prêmio. Aqui, tome. – e, tira dois embrulhos de um de seus bolsos, um bem compacto e outro mais comprido, mas fino num geral. – Aqui tem dois mil e cem pokédolares, além de um item chamado Poison Barb. Espero que faça bom uso de ambos. Sei que vai, afinal, você é surpreendente.

    Muito obrigada, muito obrigada mesmo! – dizia ela com os embrulhos nas mãos. – Ei, Xavier, olha meus prêmios! – inocente, mostrava seus ganhos para o rapaz enquanto sorria de ponta a ponta.

    Xavier sorri meio embaraçado para ela, e, após jogar um pouco de papo fora com os três idosos e a menina, parte junto desta, que, neste dia, lhe lembrou que o caminho que iria percorrer era, sem duvida alguma, imensurável. E assim, ambos seguiam para a cidade de Lumiose, a maior cidade da região de Kalos.


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